Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

sábado, 10 de maio de 2008

laço que me embaraço


Você surgiu como a leveza do poente,

Inebriou meus olhos,

Estremeceu meu corpo,

Enalteceu minha mente,

E vez salivar minha boca.

Deixou-me louca, quando a lucidez já me batia à porta,

Deixou-me rouca, quando o silêncio já entoava minhas madrugadas quase mortas.


De tanta glória,

Eis que se despontou a inquietação.

Falar em paz quanto a palavra é paixão,

É lero-lero.

[mas precisava ser tanto?]

Preço tão caro o desse encanto!


Sem poder, eu quero.


Venero as mãos de quem não posso tocar.


Lembrança é vazio. Vazio aflora em noites.

Noites vazias devoram.

Noites devoram.

De solidão, frio, vácuo, noites devoram.


Por quais caminhos rumam teus passos?


Precisaria me perder para te encontrar?

Meu desejo é mascarado. Guardado na última gaveta do armário.

E tanta angústia me faz passar!


Valeria a pena ou não haveria escolha?

Que laço é esse que me embaraço?

Amar assim sem poder é até maldade.

O deleitoso é degustar do abraço, e não se alimentar de saudade.

Talvez a hora que for já será tarde.


Até quando, amor?

Vem logo, revelar-me a felicidade!







[ Quero teu corpo de sol acalentando minha noite de chuva ]

2 comentários:

Anônimo disse...

Lindo, linda!

Anônimo disse...

a mente humana é mesmo incrível
infinitamente
é muita loucura
você tá pegando uma doença moça
sera que é mesmo bom?
quando é bom é muito bom
passos?

eu me perco sozinho

quem é que entende?
tudo
é um garnde desafio
só isso

E
voÇe gosta de desafios
;D