Você surgiu como a leveza do poente,
Inebriou meus olhos,
Estremeceu meu corpo,
Enalteceu minha mente,
E vez salivar minha boca.
Deixou-me louca, quando a lucidez já me batia à porta,
Deixou-me rouca, quando o silêncio já entoava minhas madrugadas quase mortas.
De tanta glória,
Eis que se despontou a inquietação.
Falar em paz quanto a palavra é paixão,
É lero-lero.
[mas precisava ser tanto?]
Preço tão caro o desse encanto!
Sem poder, eu quero.
Venero as mãos de quem não posso tocar.
Lembrança é vazio. Vazio aflora em noites.
Noites vazias devoram.
Noites devoram.
De solidão, frio, vácuo, noites devoram.
Por quais caminhos rumam teus passos?
Precisaria me perder para te encontrar?
Meu desejo é mascarado. Guardado na última gaveta do armário.
E tanta angústia me faz passar!
Valeria a pena ou não haveria escolha?
Que laço é esse que me embaraço?
Amar assim sem poder é até maldade.
O deleitoso é degustar do abraço, e não se alimentar de saudade.
Talvez a hora que for já será tarde.
Até quando, amor?
Vem logo, revelar-me a felicidade!
[ Quero teu corpo de sol acalentando minha noite de chuva ]
2 comentários:
Lindo, linda!
a mente humana é mesmo incrível
infinitamente
é muita loucura
você tá pegando uma doença moça
sera que é mesmo bom?
quando é bom é muito bom
passos?
eu me perco sozinho
quem é que entende?
tudo
é um garnde desafio
só isso
E
voÇe gosta de desafios
;D
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