Na sombra do cajueiro.

No balanço da rede o tempo descansa.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Pétalas circulantes



Flores amarelas pousadas no duro banco cinza de cimento,
Vieram voando lá das copas,
Em espiral, bailando com o vento,
Pairando ao céu em deslumbramento,
Descendo, descendo, até aportar aqui nesse banco de cimento,
No qual também deleitei meu cansado corpo de tormentos,
Fadigado, sem polens, sem vôos, sem ventos!
Foi então que me pus como as florzinhas amarelas,
Senti-me como elas pelo menos naquele instante,
Instante em que fui descendo da copa da árvore como as pétalas circulantes!

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