
O batom escarlate aguarda na penteadeira os últimos retoques.
Ela.
Abotoa as sandálias finas,
Adornar-se do longo vestido admirável,
Faz do aprontar um ritual sagrado.
A lua emoldurada na janela convida convoca ao deleite.
Ela.
Respinga no corpo essências de laranjeira,
Coloca os brincos herdados de uma tia rameira.
Armada a mulher vai à guerra,
Em busca da sua caça,
Faminta pela sua presa.
E assim faz do pecado uma ciência,
Já que vaidade é a armadura da sobre’vivência,
Um comentário:
Por aqui passei, li, pensei.
"Ainda bem que há certa rima nas palavras de alguém".
"Que bom que eu conheço a dona dos versos".
"Por certo".
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